Tem vezes que a gente erra o passo
Escorrega
Pisa no pé
Entra em descompasso
Tropeça na melodia
Chuta a canela
Perde o rebolado
Encerra a valsa!
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
14 ou 15 horas sem/com você
Somos ora assim aliados
horas por vezes calados
horas despidos de vestes
ora modestas couraças
Somos horas corpos em chamas
ora precisas mordaças
horas de pura quimera
ora efetivo clamor
Somos horas inteira quietude
ora tragados de dor
horas ausentes de nós
ora atados, amor
13 horas somos poesia
14 horas assim se vão
ora, ora
tantas horas em vão
horas por vezes calados
horas despidos de vestes
ora modestas couraças
Somos horas corpos em chamas
ora precisas mordaças
horas de pura quimera
ora efetivo clamor
Somos horas inteira quietude
ora tragados de dor
horas ausentes de nós
ora atados, amor
13 horas somos poesia
14 horas assim se vão
ora, ora
tantas horas em vão
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
No picadeiro da vida
Desculpe o mau jeito, vai!
Não repara a bagunça.
Eh! Aqui tá um caos.
Tudo virado no avesso:
a terra remexida,
o chá que derramou,
o lençol adormecido,
coração que desandou.
Dele, ela pouco sabia.
Tinha ele, o circo e a menina.
Tinha distância.
Ele pra lá, ela pra cá.
Como pode o mais próximo se dar junto da distância mais distante?
Eh! O mundo tá mesmo estranho.
Anda tudo meio embolado!
Para ele, que a apreciou letra por letra,
das poucas que lhe foram possíveis,
por seus atributos externos
e a pinçou numa loja de departamentos,
isso tudo lhe parecia uma obra de ficção,
sim, uma brincadeira, uma zombaria.
Pra cá é Carnaval.
Bocas se beijam,
nos outros, no mundo,
nos sonhos...
O atirador de facas lança flores pela janela,
a bailarina rodopia na avenida,
o palhaço abraça a menina.
Ela costura retalhos:
lascas de fúria,
nacos de desejo,
fatias de ilusão.
Pedaços de você.
Não repara a bagunça.
Eh! Aqui tá um caos.
Tudo virado no avesso:
a terra remexida,
o chá que derramou,
o lençol adormecido,
coração que desandou.
Dele, ela pouco sabia.
Tinha ele, o circo e a menina.
Tinha distância.
Ele pra lá, ela pra cá.
Como pode o mais próximo se dar junto da distância mais distante?
Eh! O mundo tá mesmo estranho.
Anda tudo meio embolado!
Para ele, que a apreciou letra por letra,
das poucas que lhe foram possíveis,
por seus atributos externos
e a pinçou numa loja de departamentos,
isso tudo lhe parecia uma obra de ficção,
sim, uma brincadeira, uma zombaria.
Pra cá é Carnaval.
Bocas se beijam,
nos outros, no mundo,
nos sonhos...
O atirador de facas lança flores pela janela,
a bailarina rodopia na avenida,
o palhaço abraça a menina.
Ela costura retalhos:
lascas de fúria,
nacos de desejo,
fatias de ilusão.
Pedaços de você.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
V O C Ê
Não se pensa que se vai envelhecer
um dia...
Uma hora,
A noite cai
O céu se esvai
uma hora...
Um dia você se foi
Eu não liguei
Escalei montes, calado
um dia...
Nadei mares imensos, intensos
Chorei memórias do azul dos teus olhos
um dia...
Você nasceu, um dia
Chorei cântaros de fogo no silêncio dos teus lábios
Mas homem não chora
Eu escorro, ferido, exposto
Era noite
um dia...
Os cristais dizem que a gente se purifica de tudo que adoeceu
Eu enlouqueci
um dia...
Varei noites, mil dias
Horas sem prumo, sombras sem rumo
Uma hora você se foi
Eu me perdi
um dia...
Não há mais rotas
Somente asas
Mas homens não tem asas
Um dia, eu voei muito longe
Meu relógio parou, uma hora
Perdi você de mim
Mas dizem que homem não voa
Mais nada
Nada do que dizem me abala
Me afeta a luz dos teus olhos
Um dia, meu mundo apagou
Fingi não ligar
Abracei o mar
E no fundo, lá, bem no fundo
Da alma
Onde ainda brilham estrelas
O meu desejo anima
Talvez...
Um dia...
Seja dia
Outra vez
um dia...
Uma hora,
A noite cai
O céu se esvai
uma hora...
Um dia você se foi
Eu não liguei
Escalei montes, calado
um dia...
Nadei mares imensos, intensos
Chorei memórias do azul dos teus olhos
um dia...
Você nasceu, um dia
Chorei cântaros de fogo no silêncio dos teus lábios
Mas homem não chora
Eu escorro, ferido, exposto
Era noite
um dia...
Os cristais dizem que a gente se purifica de tudo que adoeceu
Eu enlouqueci
um dia...
Varei noites, mil dias
Horas sem prumo, sombras sem rumo
Uma hora você se foi
Eu me perdi
um dia...
Não há mais rotas
Somente asas
Mas homens não tem asas
Um dia, eu voei muito longe
Meu relógio parou, uma hora
Perdi você de mim
Mas dizem que homem não voa
Mais nada
Nada do que dizem me abala
Me afeta a luz dos teus olhos
Um dia, meu mundo apagou
Fingi não ligar
Abracei o mar
E no fundo, lá, bem no fundo
Da alma
Onde ainda brilham estrelas
O meu desejo anima
Talvez...
Um dia...
Seja dia
Outra vez
domingo, 13 de março de 2016
SER HUMANO
PERFEIçÃO: Pureza, exatidão, primor, excelência.
IMPERFEIçÃO: Defeito, falha irreguLaridade.
AMO A IMPERFEIÇÃO
A INCERTEZA
A ESTRANHEZA
O ESPANTO
O (A)pri(MOR)amento.
IMPERFEIçÃO: Defeito, falha irreguLaridade.
AMO A IMPERFEIÇÃO
A INCERTEZA
A ESTRANHEZA
O ESPANTO
O (A)pri(MOR)amento.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Conexão
É sim, essa, uma declaração de amor...
a cada gota, a cada passo, ao pleno instante
a linda flor, a viva cor, ao louco ardor
ao longo abraço,ao doce afago, ao bem amado.
É sim.
Sim?
a cada gota, a cada passo, ao pleno instante
a linda flor, a viva cor, ao louco ardor
ao longo abraço,ao doce afago, ao bem amado.
É sim.
Sim?
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