terça-feira, 22 de outubro de 2013

É necessário que o mundo mude
Cada vez mais de caos
Cada vez mais de caso
Cada vez mais de lado
Cada vez mais de nós

segunda-feira, 1 de julho de 2013

porque inspiro profundo, suspiro, respiro, espero, danço, tempo... volto, porque acredito... porque sigo, porque respiro, choro, canto, acredito... porque sempre, porque acredito, porque acredito sempre... porque acredito, porque nunca desisto, porque sempre, porque acredito alma, porque sempre... porque  sempre , porque, alma, volto... porque acredito,vida...  porque desejo calma, porque alma...porque inalo,  transpiro, porque tremo, cheiro, beijo, toco, porque parto, volto, esqueço, porque acredito, porque sinto, porque sempre, porque acredito, porque sempre acredito, acredito porque acredito, sempre...


Sou menino incongruente
Chego manso, encanto, danço
Trago flores, cesso dores
Verso cantos, firo, espanto
Sou criança incoerente
Roubo sonhos,vento amores
Traço, risco, vibro cores
Tempestades, turbilhões
Sou garoto, insano, louco
Estremeço, lanço ardores
Teço afagos, afeições
Descompassos, ficções.

domingo, 9 de junho de 2013

PASSAGEM


pássaro
passa
passando
pássaro
instiga
pousa
indagando
pássaro
voa
pássaro
torna
pássaro
tempo
pássaro
passa




sexta-feira, 7 de junho de 2013

Ponto de intersecção

A destruição da carne
A digestão das feridas
Impressão corpórea
remetendo à guerra, ao acordar.

Comer a carne
Suculenta
Sangrenta
Para o alívio do corpo primordial
Para a alma animal

Pesadelo
Combate
Ruína
Devastação
Lenta digestão do horror

Corpos mutilados
Tudo amalgamado
A necessidade do álcool
Corpulenta como a da aliança

Compartilhar aflições
Vínculo estabelecido
Medos e desenganos
Parceria autorizada

Quem é você?
Um pouco de mim
Poder ser um pouco de você
Suavizar o peso de ser

Quase mortos existimos
Desabitados
No egocentrismo
Impedidos de amar
Condenados à solidão
Vagando em busca de nós mesmos

Devoro o outro
Absorvo seus conflitos
Anseio o próprio solver

Te rumino, carne alheia
Degluto-te
Regurgito fantasmas e horror

Eu queria falar de flores
Sepultar abismos
Mas os lírios tem cheiro de morte
Melancolia

Quero ser grata à existência
Mas a dor da angústia me assola
Me corrompe, me amola

A carne sangra
O sangue emana
Coração se despe

Eu queria falar de amores
De vida 
De borboletas e cores
Quero ser borboleta!

Cobras venenosas, peçonhentas
Traem-se a si mesmas

Eu queria falar de pureza
Mas que pureza insana
Incesto  
Loucura

Eu queria falar de amor
De olhar
Do seu olhar

Meu olhar reflete canções de vida e de morte
Palavra desnecessária
Palavra matéria
Matéria fala, língua

Eu queria falar do nosso olhar
Do conforto
De estar em você
E você em mim

Eu queria falar de estrelas, de orvalho
Eu queria falar de amor
Da intersecção.








domingo, 2 de junho de 2013





Quem és tu
Pássaro que me circunda
Que paira e sussurra
Quem é você
Menino de desenho doce
Cor que me aspira
Brilho que tinge
Sabor que me revolve








segunda-feira, 20 de maio de 2013

In Utero




Ó claustro que me envolve!
Ó corpo que me acolhe!

Sou no dentro
No dentro sou
Sou em ti

Ó carne que me avança!
Ó inconsciência que me vaga!

No dentro sou
Sou no dentro
Sou em ti

Expando-te matéria!
Expande-me criatura!

Ó pele que me acalma!
Ó ventre que me banha!

Repulsa-me ó corpo!

Expele-me ó vida!
Lança-me existência!






quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013



Por que tanto te incomoda
o que penso sobre ti
se o que importa
é a imagem que tu refletes
em teu próprio espelho?
Essa é a que te corrói
e te faz desmanchar
feito castelo 
que se dissolve
à beira do mar


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Menina de tranças



Menino,
porque choras tão docemente?
Choras sentimento
Que sentido tem choras?
Choras lágrimas de mel
De tão doce o seu chorar
Choro pela menina de tranças
Abraçou-me o seu olhar
E agora o que faço?
Foi-se ela a caminhar
Choro o leite da figueira
Choro o pranto do luar
Choro choro de esperança
De tocar aquelas tranças
Fico eu a me lembrar
Só me resta suspirar
Era lindo o seu olhar
Menino,
Longe está o seu mirar
Porque choras pranto doce?
Choro o perfume das flores
Rosa, lavanda e alecrim
Choro choro de alegria
Choro a doce fantasia
Choro a tal melancolia