O AMOR PODE TUDO!
O AMOR FODE TUDO!
sexta-feira, 20 de março de 2020
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020
Olhos nus
Olhar-te-ei de frente, ilusão
Em devaneio, sonho, ficção
E antes de partirmos nos despiremos inteiros
Sem respostas nem perguntas sem sentido
Agora calemos, escuta!
Dar-te-ei o som dos meus olhos, translúcido
Não clame pela razão
Flutuaremos sem engano, só eu e você
Nos ares, lançaremos o tempo
Pra vivermos o que não foi
Olhar-te-ei de frente, ilusão
Em devaneio, sonho, ficção
E antes de partirmos nos despiremos inteiros
Sem respostas nem perguntas sem sentido
Agora calemos, escuta!
Dar-te-ei o som dos meus olhos, translúcido
Não clame pela razão
Flutuaremos sem engano, só eu e você
Nos ares, lançaremos o tempo
Pra vivermos o que não foi
As vozes bordadas na pele, desouviremos
E só teremos a luz do nosso olhar
Em silêncio lembraremos o que esquecemos de lembrar
Em silêncio lembraremos o que esquecemos de lembrar
Desaprender a desgostar
Reaprender a respirar o perfume do desejo
Reaprender a respirar o perfume do desejo
Nesse tempo e lugar
Que nos pede pra ficar
Na fusão do nosso olhar, nus
Que nos pede pra ficar
Na fusão do nosso olhar, nus
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
Dançando no escuro
Tem vezes que a gente erra o passo
Escorrega
Pisa no pé
Entra em descompasso
Tropeça na melodia
Chuta a canela
Perde o rebolado
Encerra a valsa!
Escorrega
Pisa no pé
Entra em descompasso
Tropeça na melodia
Chuta a canela
Perde o rebolado
Encerra a valsa!
14 ou 15 horas sem/com você
Somos ora assim aliados
horas por vezes calados
horas despidos de vestes
ora modestas couraças
Somos horas corpos em chamas
ora precisas mordaças
horas de pura quimera
ora efetivo clamor
Somos horas inteira quietude
ora tragados de dor
horas ausentes de nós
ora atados, amor
13 horas somos poesia
14 horas assim se vão
ora, ora
tantas horas em vão
horas por vezes calados
horas despidos de vestes
ora modestas couraças
Somos horas corpos em chamas
ora precisas mordaças
horas de pura quimera
ora efetivo clamor
Somos horas inteira quietude
ora tragados de dor
horas ausentes de nós
ora atados, amor
13 horas somos poesia
14 horas assim se vão
ora, ora
tantas horas em vão
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
No picadeiro da vida
Desculpe o mau jeito, vai!
Não repara a bagunça.
Eh! Aqui tá um caos.
Tudo virado no avesso:
a terra remexida,
o chá que derramou,
o lençol adormecido,
coração que desandou.
Dele, ela pouco sabia.
Tinha ele, o circo e a menina.
Tinha distância.
Ele pra lá, ela pra cá.
Como pode o mais próximo se dar junto da distância mais distante?
Eh! O mundo tá mesmo estranho.
Anda tudo meio embolado!
Para ele, que a apreciou letra por letra,
das poucas que lhe foram possíveis,
por seus atributos externos
e a pinçou numa loja de departamentos,
isso tudo lhe parecia uma obra de ficção,
sim, uma brincadeira, uma zombaria.
Pra cá é Carnaval.
Bocas se beijam,
nos outros, no mundo,
nos sonhos...
O atirador de facas lança flores pela janela,
a bailarina rodopia na avenida,
o palhaço abraça a menina.
Ela costura retalhos:
lascas de fúria,
nacos de desejo,
fatias de ilusão.
Pedaços de você.
Não repara a bagunça.
Eh! Aqui tá um caos.
Tudo virado no avesso:
a terra remexida,
o chá que derramou,
o lençol adormecido,
coração que desandou.
Dele, ela pouco sabia.
Tinha ele, o circo e a menina.
Tinha distância.
Ele pra lá, ela pra cá.
Como pode o mais próximo se dar junto da distância mais distante?
Eh! O mundo tá mesmo estranho.
Anda tudo meio embolado!
Para ele, que a apreciou letra por letra,
das poucas que lhe foram possíveis,
por seus atributos externos
e a pinçou numa loja de departamentos,
isso tudo lhe parecia uma obra de ficção,
sim, uma brincadeira, uma zombaria.
Pra cá é Carnaval.
Bocas se beijam,
nos outros, no mundo,
nos sonhos...
O atirador de facas lança flores pela janela,
a bailarina rodopia na avenida,
o palhaço abraça a menina.
Ela costura retalhos:
lascas de fúria,
nacos de desejo,
fatias de ilusão.
Pedaços de você.
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