terça-feira, 12 de abril de 2022

 


Desviar, mudar a rota, deslocar

Desgarrar-se

Às vezes tão necessário 

Abro os olhos, é no ranger dos ossos que o dia se anuncia

Da fresta da janela, um fio de luz entorpece meus tremores 

Meus pés tocam a frieza do chão

A canção se repete, brado agudo que  perfura a minha dor 

Mastigo todo engano com mel e cardamomo 

Amanhã insurreição!



domingo, 11 de abril de 2021


Trago da rua

Água

Flores

e

Pão

Sonhos...

De "Trilhos Urbanos"

"Bem dentro aqui"

Anoitece mais uma vez...

sábado, 10 de abril de 2021

domingo, 28 de março de 2021


Eu me lambuzaria toda

No caramelo dos seus olhos 

Deslizaria minuciosamente
O voil translúcido 
Sobre sua nudez vigorosa

Intercalando suspiros

De cima à baixo

E vice-versa


Roçaria minha língua 
por sua orelha direita

Meus lábios úmidos

Na esquerda, ali no lóbulo sequioso

De trás pra frente 

E adiante


Sua boca molhada

Acalmaria meus seios sedentos

Por pouco, pois sou muitas

Todas elas juntas


Um animal
Ardente e fecundo


Me perderia em devoção
Ao teu dorso obsceno
Sussurraria palavras que 

Te despertariam

Ao longo
Atrás
No verso e reverso

 

Minhas pernas ávidas 
Trançariam seu corpo


E ainda que teu uivo 
suplicasse por descanso

Minha índole lasciva
Fecundaria teu sexo

 

E se a “Mãe da Lua”
Gritasse nessa madrugada
Sem dúvida

Seria sinal de bom agouro 

quinta-feira, 25 de março de 2021





É no entre que se instala o desejo

Nas (entre)linhas suturadas

Bem ali, no oco do alvo
No peito

Desfiando o interdito

Entre o carmim viscoso 

Rendado nos ossos

E as ramas coladas na pele

quarta-feira, 15 de julho de 2020




       NAtuReza

       brisa do mAR


       fome de ARte


       sede de AR

sexta-feira, 12 de junho de 2020